segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ADJETIVOS PÁTRIOS

Adjetivos pátrios ou gentílicos são palavras que nomeiam as pessoas conforme o local onde nascem ou vivem. Devem ser escritos com letra minúscula.

Adjetivos pátrios dos estados brasileiros

  • Acre – acriano 
  • Alagoas – alagoano ou alagoense
  • Amapá – amapaense
  • Amazonas – amazonense
  • Bahia – baiano ou baiense
  • Ceará – cearense
  • Distrito Federal – brasiliense
  • Espírito Santo – espírito-santense ou capixaba
  • Goiás – goiano
  • Maranhão – maranhense ou maranhão
  • Mato Grosso – mato-grossense
  • Mato Grosso do Sul – mato-grossense-do-sul ou sul-mato-grossense
  • Minas Gerais – mineiro ou geralista
  • Pará – paraense, paroara ou parauara
  • Paraíba – paraibano
  • Paraná – paranaense, paranista ou tingui
  • Pernambuco – pernambucano
  • Piauí – piauiense ou piauizeiro
  • Rio de Janeiro – fluminense
  • Rio Grande do Norte – rio-grandense-do-norte, norte-rio-grandense ou potiguar
  • Rio Grande do Sul – rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense ou gaúcho
  • Rondônia – rondoniense ou rondoniano
  • Roraima – roraimense
  • Santa Catarina – catarinense, santa-catarinense, catarineta ou barriga-verde
  • São Paulo – paulista ou bandeirante
  • Sergipe – sergipano ou sergipense
  • Tocantins – tocantinense

Adjetivos pátrios das capitais brasileiras

  • Aracaju (Sergipe) – aracajuano ou aracajuense
  • Belém (Pará) – belenense
  • Belo Horizonte (Minas Gerais) – belo-horizontino
  • Boa Vista (Roraima) – boa-vistense
  • Brasília (Distrito Federal) – brasiliense ou candango
  • Campo Grande (Mato Grosso do Sul) – campo-grandense
  • Cuiabá (Mato Grosso) – cuiabano
  • Curitiba (Paraná) – curitibano
  • Florianópolis (Santa Catarina) – florianopolitano
  • Fortaleza (Ceará) – fortalezense
  • Goiânia (Goiás) – goianiense
  • João Pessoa (Paraíba) – pessoense
  • Macapá (Amapá) – macapaense
  • Maceió (Alagoas) – maceioense
  • Manaus (Amazonas) – manauense, manauara ou baré
  • Natal (Rio Grande do Norte) – natalense ou papa-jerimum
  • Palmas (Tocantins) – palmense
  • Porto Alegre (Rio Grande do Sul) – porto-alegrense
  • Porto Velho (Rondônia) – porto-velhense
  • Recife (Pernambuco) – recifense
  • Rio Branco (Acre) – rio-branquense
  • Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) – carioca
  • Salvador (Bahia) – soteropolitano ou salvadorense
  • São Luís (Maranhão) – são-luisense ou ludovicense
  • São Paulo (São Paulo) – paulistano
  • Teresina (Piauí) – teresinense
  • Vitória (Espírito Santo) – vitoriense



NOVA ORTOGRAFIA
AFINAL, MATO-GROSSENSE OU MATOGROSSENSE?


Em sites e jornais a cada hora vemos escrito de um jeito. Afinal, qual a ortografia correta?
Vamos aprender:
 
Segundo o dicionário Michaelis, Guia Prático da Nova Ortografia, usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação.
 
Exemplos: 
Belo Horizonte - belo-horizontino
Porto Alegre - porto-alegrense
Mato Grosso do Sul - mato-grossense-do-sul
Rio Grande do Norte - rio-grandense-do-norte
África do Sul - sul-africano

Não ficou convencido? Então confira também o dicionário.


1 - Adjetivos Pátrios
1.4 - Adjetivos Pátrios Compostos

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Veja alguns exemplos de adjetivos pátrios compostos:

Grego + Romano = Greco-romano
Africano + Brasileiro = Afro-brasileiro
Inglês + Americano = Anglo-americano
Chinês + Alemão= Sino-germânico
Português + Brasileiro = Luso-brasileiro
Espanhol+Alemão + Italiano = Hispano-teuto-italiano

Obs.: Os adjetivos pátrios compostos são hifenizados.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

AMIGO, AMIGA.....

Natal é tempo...

de dar um toque na vida com as cores da esperança,
da fé, da paz e do amor.
Também é tempo de preparar,
em nosso coração e em nosso lar,
um espaço para acolher
as sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré
e aceitar as inevitáveis surpresas da vida.
Natal é tempo...
de olhar para o céu,
Natal é tempo...
de olhar para o céu,
encantarmo-nos com a luz das estrelas
e seguir a estrela-guia.
É tempo abençoado de dar mais atenção
à criança que mora em cada um de nós
e às que encontramos em nosso peregrinar,
à procura do caminho que nos leva ao Deus-Menino.

Natal é tempo...

de mais uma vez ouvir, acolher
e repetir a mensagem alegre dos Anjos de Deus.
É tempo de acalentar sonhos de harmonia e paz e,
olhando para os “anjos aqui na Terra”,
dar a nossa contribuição,
para tornar este nosso espaço
um pouco mais parecido com o Céu.

Natal é tempo...

de contemplar o Menino Jesus e Sua Mãe
e envolvermo-nos em silêncio orante.
É tempo de agradecer as manifestações de Deus
e deixarmo-nos extasiar por esse Divino Amor que,
na fragilidade de uma Criança, nos braços de Maria,
veio iluminar nossa fé.

Natal é tempo...

de olhar para o mundo, alimentar a chama do amor
e apreciar o milagre da vida.
É tempo de seguir com atenção
e humildade os passos dos pastores
e os daqueles que têm coração simples e,
em gestos de ternura,
sintonizar mentes e aconchegar corações.

Natal é tempo...

de pensar no irmão próximo e distante
e de colaborar para o renascer do amor.
É tempo de, amorosamente, recompor a vida,
perdoar e abraçar, com a ternura
e a misericórdia do Coração de Deus,
os registros de nossa infância e dos anos que já vivemos.

Na jubilosa esperança do Natal de Jesus Cristo,

estejamos atentos para perceber
e realizar o bem que estiver ao nosso alcance
e sermos um compreensível eco da mensagem de paz
daquela noite em que, gerado por obra do Espírito Santo,
de Maria nasceu o Salvador.
Para você e sua família...
Feliz Natal e um Próspero Ano Novo cheio de realizações, alegria e prosperidade!
Profª LAURA HELENA


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A PROVA BRASIL

           A Prova Brasil visa avaliar o desempenho em língua portuguesa e matemática de estudantes de 4ª e 8ª séries (5° e 9° ano)  de escolas públicas. Com os resultados do exame, é possível fazer um diagnóstico da situação nacional e regional da educação no país e  melhorar a qualidade do ensino básico, uma das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)

          O exame é organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com as redes estaduais e municipais de educação. Como todos os alunos das turmas avaliadas fazem prova, pode-se medir o desempenho por escola e por município.                                                                                                       
         Ao conhecer o desempenho dos alunos, o diretor tem como saber a real situação da escola em relação às demais. Os resultados da Prova Brasil permite aos dirigentes educacionais, inclusive, trocarem experiências de boas práticas pedagógicas. Além disso, secretários estaduais e municipais de educação podem, a partir do desempenho das escolas, elaborar políticas para reforçar a aprendizagem em sua localidade.
        As questões da prova são elaboradas com base nas habilidades de leitura e interpretação e de raciocínio diante de problemas lógicos. Além dos testes, os alunos respondem a questionários para opinar sobre os professores, o diretor e a própria escola.

Descritores de Matemática para o 4º/5º ano


         Na prova de Matemática, são avaliadas as habilidades de resolver problemas em quatro temas: espaço e forma, números e operações, grandezas e medidas e tratamento da informação.
        Confira abaixo as expectativas de aprendizagem para 4º/ 5ºano e exemplos de questões sugeridas pelo MEC, com análises e orientações de especialistas.

Espaço e forma
D1 Identificar a localização e movimentação de objeto em mapas, croquis e outras representações gráficas
D2 Identificar propriedades comuns e diferenças entre poliedros e corpos redondos, relacionando figuras tridimensionais com suas planificações
D3 Identificar propriedades comuns e diferenças entre figuras bidimensionais pelo número de lados, pelos tipos de ângulos
D4 Identificar quadriláteros observando as posições relativas entre seus lados (paralelos, concorrentes, perpendiculares)
D5 Reconhecer a conservação ou modificação de medidas dos lados, do perímetro, da área em ampliação e/ou redução de figuras poligonais usando malhas quadriculadas

Grandezas e medidas
D6 Estimar a medida de grandezas utilizando unidades de medida convencionais ou não
D7 Resolver problemas significativos utilizando unidades de medida padronizadas como km/m/cm/mm, kg/g/mg, l/ml
D8 Estabelecer relações entre unidades de medida de tempo
D9 Estabelecer relações entre o horário de início e término e/ou o intervalo da duração de um evento ou acontecimento
D10 Num problema, estabelecer trocas entre cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro em função de seus valores
D11 Resolver problema envolvendo o cálculo do perímetro de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas
D12 Resolver problema envolvendo o cálculo ou a estimativa de áreas de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas

Números e operações
D13 Reconhecer e utilizar características do sistema de numeração decimal, tais como agrupamentos e trocas na base 10 e princípio do valor posicional
D14 Identificar a localização de números naturais na reta numérica
D15 Reconhecer a decomposição de números naturais nas suas diversas ordens
D16 Reconhecer a composição e a decomposição de números naturais em sua forma polinomial
 D17 Calcular o resultado de uma adição ou subtração de números naturais
D18 Calcular o resultado de uma multiplicação ou divisão de números naturais
D22 Identificar a localização de números racionais representados na forma decimal na reta numérica
D23 Resolver problema utilizando a escrita decimal de cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro
D24 Identificar fração como representação que pode estar associada a diferentes significados
D25 Resolver problema com números racionais expressos na forma decimal envolvendo diferentes significados da adição ou subtração
D26 Resolver problema envolvendo noções de porcentagem (25%, 50%, 100%)

Tratamento da informação
D27 Ler informações e dados apresentados em tabelas
D28 Ler informações e dados apresentados em gráficos (particularmente em gráficos de colunas)

Prova Brasil:Tratamento da informação


O bloco Tratamento da Informação engloba a leitura de gráficos e tabelas simples e de dupla entrada. Nelas, o aluno deve encontrar dados para resolver problemas
Mais sobre a Prova Brasil
MATEMÁTICA - 5º ANO
·         Descritores de Matemática Questões analisadas
·         Espaço e Forma
·         Grandezas e medidas
·         Números e Operações
·         Tratamento da informação
As habilidades relacionadas à coleta e à organização de dados que permitam a resolução de problemas são analisadas no bloco Tratamento da Informação. Dentro do descritor 27, são abordadas tanto as tabelas de coluna simples como as de dupla entrada. Ao desenvolver as habilidades relacionadas à análise de ambas, cabe ao professor levar a turma a encontrar nelas informações que permitam responder a questões do tipo "quantos", "qual", "qual o menor" ou "qual o maior". 

Para indicar qual a estação do ano com o maior número de visitantes em Londrina (veja o exemplo 1 no quadro abaixo), é necessário, após analisar a tabela, comparar os números. Para chegar à resposta correta da segunda questão, a criança tem de analisar uma tabela de dupla entrada. Depois, além de identificar a coluna que apresenta os valores do pagamento, ela tem de cruzar essa informação com a da linha que indica a condição do inscrito, o que gera uma complexidade maior.

Encontrar informações em tabelas (Descritor 27)
1. A tabela mostra o total de visitantes na cidade de Londrina durante as estações do ano. Qual foi a estação do ano com o maior número de visitantes?

Estações do ano
Total de visitantes (aproximadamente)
Verão
1.148
Outono
1.026
Inverno
1.234
Primavera
1.209
A) Inverno      B) Outono      C) Primavera      D) Verão

2. Um estudante pretende se inscrever para participar de um campeonato. O valor das inscrições está apresentado na tabela abaixo:

Categoria
Inscrições até 31/10
Na abertura do campeonato
Profissional
R$ 60,00
R$ 70,00
Estudantes
R$ 30,00
R$ 35,00

Sabendo que o estudante vai se inscrever na abertura do campeonato, qual o valor que ele vai pagar?

A) R$ 30,00     
B) R$ 35,00      C) R$ 60,00       D) R$ 70,00
Orientação didática
Leitura de tabelas simples e de dupla entrada

Tabelas são uma boa forma de organizar os dados de uma pesquisa. Por exemplo, uma que mostre os meios de transporte utilizados pelos alunos. Numa coluna ficam os veículos, e na outra, o número de crianças que os utilizam. A tarefa se complica quando é preciso estabelecer relações em uma tabela de dupla entrada, como esta:

Produto
2001
2002
2003
Café
0,80
1,00
1,20
Açúcar
0,60
0,90
1,20
Diante da questão sobre quanto os preços crescem de um ano para o outro, o aluno tem de analisar a primeira coluna em relação às outras três que apresentam os preços nos vários anos.
Encontrar informações em gráficos (Descritor 28)
O gráfico abaixo mostra a quantidade de pontos feitos pelos times A, B, C e D no campeonato de futebol da escola. De acordo com o gráfico, quantos pontos o time C conquistou?

(A) 50                    (B) 40                    (C) 35                    (D) 30 
Análise 
Ao bater os olhos no tamanho das colunas e relacioná-las com os números da coordenada de pontos, percebe-se quanto cada time conquistou.

Orientações
Exercícios com gráficos precisam estar sempre presentes nas aulas de Matemática. Para dar a oportunidade de um contato significativo com essa forma de organizar a informação, incentive os estudantes a perguntar e falar o que compreendem sobre os gráficos e as tabelas. A produção de textos que trazem a interpretação de gráficos e a construção deles com base em informações de textos jornalísticos e científicos constituem pontos a destacar. Ao planejar as aulas, é essencial considerar que eles oferecem diferentes graus de complexidade no que se refere à leitura e à construção.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Oito maneiras de estimular o aprendizado



1 – Ação – Reflexão – Ação
Levando em conta a dimensão prática que deve existir  e a necessidade da construção da autonomia intecelctual dos estudantes, esse princípio enfatiza que todo fazer implica uma reflexão e toda reflexão implica um fazer (ainda que este não se materialize). O aluno deve saber fazer e compreender o que faz. Através de procedimentos de observação, reflexão e registro destas obeservações com oportunidade de discutir sobre a prática à luz da teoria e vice-versa.
2 – Aprendizagem Significativa
Ao privilegiar atividades que levem em conta as experiências prévias dos alunos e estabelecer relações entre o conhecimento e situações da realidade prática, os professores ancorarão o novo conteúdo a estruturas de aprendizagem significativa. Através da contextualização dos conteúdos, relacionados a experiências do cotidiano, esse princípio também promoverá o relacionamento entre teoria e prática.
O trabalho pedagógico deverá caracterizar-se pelo envolvimento dos estudantes em pesquisas e atividades de investigação, buscando nas vivências dos indivíduos, no seu contexto socioeconômico e cultural, um caminho para educar, considerando-o como um ser que age e interage com o meio.
3 – Resolução de Situações – Problema
O processo de ensino-aprendizagem baseado em situações-problema está organizado em torno da superação de um obstáculo que oferece resistência e leva o aluno a investir conhecimento anterior, bem como suas representações, de maneira que tudo isso conduza à elaboração de novas ideias.
Nas estratégias centradas nas situações-problema, o aluno é instado a participar de um esforço coletivo para elaborar um projeto e construir novas competências. Tem direito a ensaios e erros e é convidado a expor suas dúvidas, a explicar seus raciocínios, a tomar consciência de suas maneiras de aprender, de memorizar e de comunicar. Com esse princípio em ação, espera-se que o aluno torne-se um prático-reflexivo.
4 – Relação Teoria – Prática
Devem-se privilegiar estratégias de integração teoria-pratica utilizando procedimentos de reflexão crítica, síntese, análise e aplicação de conceitos voltados para a construção do conhecimento, através do estímulo constante do raciocínio, seja para questões individuais ou coletivas. Tendo em vista as competências que articularão a formação profissional garantida pela graduação, há necessidade de relacionar constantemente a teoria à prática, sem que haja prevalência entre ambas, mas favorecendo a articulação natural entre as duas dimensões.
5 – Cooperação
Contrapondo a tendência individualista e competitiva da sociedade pós-moderna, as atividades coletivas em situações de ensino aprendizagem fortalecem a interação entre os pares, estimulando a colaboração e a participação ativa.
A associação entre os alunos para desenvolverem atividades de pesquisa, discussões de temas, construção de projetos de aprender através de empreendimentos é mais acentuada – Êxito que a intervenção isolada do professor muitas vezes não alcança.
6 – Autonomia
Dando ênfase a atividades que valorizem a atuação do aluno, levando em conta suas experiências pessoais, seus conhecimentos prévios e sua capacidade de tomar decisões e fazer escolhas, a autonomia é construída e promovido o crescimento do indivíduo bem como da coletividade.
Através da elaboração de projetos pessoais, desenvolve-se o pensamento autônomo, indispensável para o domínio das competências necessárias para o exercício da vida profissional e da inserção social.
A capacidade de pensar por si mesmos, sem serem conduzidos ou dirigidos por outros, e o autocontrole, ao invés do controle externo, são essenciais para o desenvolvimento intelectual e moral, objetivos primordiais da educação cristã.
7 – Interdisciplinaridade
A necessidade de um trabalho pedagógico integrado em que não haja compartimentalização de conhecimentos, com uma vidente hierarquização de conteúdos e disciplinas, é um fator insdispensável para que os discentes construam significados em sua aprendizagem.
A interdisciplinaridade é o modo de superar a fragmentação do ensino e exige uma interação entre os docentes, num esforço conjunto de integralizar as diversas áreas do conhecimento. Dessa forma, os discentes são levados a compreender a articulação dos saberes.
8 – Integração entre o Saber X Saber Fazer X Ser
O ensino se torna eficaz na medida em que o docente é capaz de estabelecer a integração entre o conteúdo e os valores por ele definidos e vividos, tornando o aprender significativo e útil para a vida. Deve o docente falar daquilo que conhece, daquilo que sente e daquilo que vive.
A coerência entre o que crê e faz, o habilitará a ser uma influência como modelo no estilo de vida e competência profissional, conforme preconizado pela Filosofia Cristã de Educação.
Cada docente deve buscar sistematicamente, em seu campo de conhecimento, o ser e o fazer, e promover a integração da forma intencional, bem como estimular seus alunos o fazerem.

8 atitudes do professor que desestimulam um aluno


Aprender conteúdos de português, matemática, ciências, entre outras disciplinas, não é mais o único intuito de as crianças freqüentarem a escola nos dias de hoje. Pais e educadores concordam que o universo escolar é também muito útil para a socialização, para a troca de experiências, para o trabalho das emoções, para o aluno se descobrir (e se redescobrir) como indivíduo, entre muitas outras finalidades. Conseguir que todos esses objetivos sejam devidamente alcançados não é função apenas do professor, mas seu papel é, sim, um dos mais decisivos no aproveitamento que crianças e adolescentes fazem de suas vivências no meio escolar. Por isso, é importante que ele reveja constantemente seu comportamento, visando avaliar como anda sua influência sobre cada integrante da sala. Do contrário, alunos desestimulados podem brotar aos montes, prejudicando, sem sombra de dúvida, o processo de aprendizagem em todos os aspectos.
Para Simão de Miranda, educador, mestre em Educação e doutor em Psicologia pela Universidade de Brasília, o trabalho do professor no combate ao desestímulo é diário. Ele precisa investir na sua relação com as crianças, mostrar que gosta de conviver com elas e de partilhar todos aqueles momentos. Ele deve passar confiança, para que os alunos dividam seus medos e inseguranças, inclusive aquelas ligadas ao aprendizado, aconselha Miranda, autor de 20 livros, entre eles Professor, Não Deixe a Peteca Cair e 100 Dicas Para a Auto-estima do Aluno , ambos pela editora Papirus. A seguir, ele e outros profissionais da Educação (além de um jovem estudante) apontam comportamentos do professor que podem desestimular os alunos.

1. Falta de motivação do professor

2. Falta de afeto

3. Falta de cuidado com a aparência

4. Falta de interação e uso de rótulos

5. Falta de segurança

6. Falta de humor

7. Falta de avaliação

8. Falta de cuidados na hora da leitura

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1. Falta de motivação do professor


Simão de Miranda, educador e psicólogo, acredita que um dos principais geradores de desestímulo nos alunos é a falta de motivação no próprio professor. É uma cadeia. O professor desmotivado não se mobiliza para encontrar iniciativas criativas e inovadoras dentro do contexto da Educação. Ele espera que as soluções para suas aulas apareçam prontas, como num toque de mágica, ou venham de autoridades públicas, sendo que também cabe ao professor buscar novos recursos pedagógicos e metodologias que estimulem seus alunos em seus aprendizados, opina o professor Miranda.
Um professor pouco estimulado e que não acredita no seu potencial de educador produz aquém do que sua capacidade permite e não aproveita devidamente os recursos que tem em mãos ou que sua escola oferece. Não raramente, esquece-se de que é uma peça-chave da sociedade na formação de cidadãos. O educador precisa crer no valor de sua profissão, saber que esse ofício vai muito além da missão de passar conteúdos didáticos. E este pode ser um pensamento promissor para o professor se sentir mais motivado e conseguir transmitir mais paixão aos alunos, estimulando-os também, aponta Miranda.

2. Falta de afeto

Poucas relações são tão intensas quanto a do professor com seus alunos. Eles se encontram diariamente, por um período ou mais, e permanecem juntos durante todo o ano letivo, realizando uma série de atividades. No entanto, nem sempre chegam a estreitar laços afetivos, o que, para o educador e psicólogo Simão de Miranda, pode provocar desestímulo nos alunos. Uma convivência diária sem afetividade torna-se intragável para todos e compromete o interesse dos alunos pelo ambiente, pelas vivências e pelos conteúdos passados, garante o professor. Quando há afeto, há confiança, há respeito, e cria-se um ambiente muito mais propício para o sucesso do processo de aprendizagem, afirma Simão de Miranda.
Heliane Fernandes Rotta, administradora escolar do Sesi 085, em Piracicaba, SP, concorda: "Ao longo de minha trajetória profissional, sempre notei que a motivação do aluno está intimamente atrelada ao relacionamento interpessoal dele com o professor. Relacionamento este que deve ser respeitoso, mas não permissivo; firme, mas não rude, e que, por meio dele, o educador consiga perceber tanto as dificuldades quanto as potencialidades do aluno, estimulando-o a superá-las ou a desenvolvê-las.

3. Falta de cuidado com a aparência

Isso mesmo! Para a educadora Neide de Aquino Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da PUC-SP e professora da Faculdade de Educação da mesma instituição, a aparência do professor faz toda a diferença quando o assunto é despertar o interesse do aluno ou incentivá-lo a estudar mais. O aluno está construindo sua identidade, e o professor é, sem dúvida, uma referência importante. Se ele vai para a escola com um visual desagradável, usando roupas sujas ou amassadas, certamente vai desestimular o aluno a interagir e a dialogar com ele, explica Neide Noffs, que completa: Não quero dizer que o professor precisa vestir roupas caras, sofisticadas, formais. Mas precisa estar com uma aparência boa, leve, e ter uma higiene pessoal impecável, inclusive para estimular o aluno a também se cuidar.

4. Falta de interação e uso de rótulos

Além dos pais e da direção da escola, também os alunos estão exigindo mais do desempenho do professor. Nada desanima mais um aluno do que um professor que entra na sala, explica um assunto rapidinho e manda fazer, durante uma ou duas aulas inteiras, os exercícios da apostila, enquanto ele fica em sua mesa corrigindo cadernos ou provas de outras turmas, reclama Arthur Henrique Grillo Mori, estudante de 11 anos do Colégio Professor Carneiro Ribeiro, na zona sul de São Paulo. O aluno, cujas notas variam entre 7 e 9, gostaria que o professor sugerisse dinâmicas diferentes, conteúdos novos e, principalmente, que interagisse mais com a turma. É cansativo ficar tanto tempo num mesmo tipo de atividade, aí acabamos conversando com os amigos, e isso irrita a professora. Pronto, está armada aí uma perigosa situação: aluno fica entediado, começam as conversas paralelas, professor fica bravo, repreende os alunos e pode afastá-los para longe dele. Tem professor que, quando bravo, acaba usando nossos pontos fracos para dar bronca e isso nos faz perder o respeito por ele, algumas vezes até sentir ódio, desabafa o jovem Arthur.
Eis aí mais um cuidado ao qual o docente precisa ficar atento: a linguagem. O professor deve lembrar sempre que todo julgamento que faz sobre um aluno é rapidamente absorvido. Portanto, trabalhar com rotulações, mesmo num momento de muita ira, pode desestimular a criança ou o adolescente em vários aspectos. Segundo a educadora Neide de Aquino Noffs, o mais comum é ouvir professores dizendo, em situações de descontrole, eu não ganho pra isso, você não tem jeito mesmo. E isso é extremamente prejudicial. O docente precisa usar a linguagem (tanto a oral quanto a escrita) para ajudar o outro, e não para prejudicá-lo ou colocá-lo pra baixo, defende Neide.

5. Falta de segurança


Professor despreparado seja porque veio de um Ensino Superior deficiente seja porque não atualizou seus conhecimentos ao longo de sua carreira tem grandes chances exercer sua prática com insegurança, e, conseqüentemente, desestimular os alunos. Essa é a opinião da administradora escolar Heliane Fernandes Rotta, de Piracicaba, SP. Entre os alunos sempre existe aquela expectativa de que o docente seja um mestre em sua essência, afirma a educadora. E, se os alunos percebem que o professor tem pouco domínio dos conteúdos no momento de transmitir os conhecimentos, possivelmente eles podem perder o encanto e admiração por aquele profissional.
A insegurança do docente pode vir, não só da falta de conhecimentos, como da falta de pedagogia. E, neste caso, até as crianças menores acabam percebendo. É por intuição, por observação, acredita Neide de Aquino Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia e professora da Faculdade de Educação, na PUC-SP.

6. Falta de humor


Um aluno chega atrasado para a aula. Ao entrar na sala, ainda faz uma gracinha, fingindo ter tropeçado na carteira do colega. A classe vai abaixo, todos começam a rir. Numa situação como esta, corriqueira nas escolas, a educadora Neide de Aquino Noffs agiria da seguinte maneira: Daria risada junto, mesmo que eu não tivesse achado lá muito engraçado, esperaria a turma se acalmar e retomaria minha aula. Por que ela adotaria esse comportamento? Porque o professor precisa entrar no universo daquela criança, ou daquele jovem. Precisa lembrar com que faixa-etária está trabalhando e precisa saber sorrir na diversão do outro, responde.
Em outras palavras, o educador precisa dispor de um humor flexível e saber olhar as situações de forma mais alegre. Do contrário, pode desestimular um aluno a também participar do seu universo. Ou seja, o professor não participa da brincadeira da criança, então ela também pode se recusar a participar da aula daquele professor que considera ranzinza. Não se pode criar fatores de indisposição para a aprendizagem, aconselha Neide, também doutora em Didática pela Universidade de São Paulo.

7. Falta de avaliação


Por menos despreocupado que um aluno seja a tendência é ele sempre ganhar ânimo quando recebe boas notas. Mas isso não quer dizer que o professor deve dar uma nota que ele não mereça, só para estimulá-lo. A função do docente, isso sim, é saber avaliar todo o processo de aprendizagem, e não querer medir o nível de conhecimento de um aluno apenas com provas mensais ou bimestrais. Lições de casa, participação em aula, contribuições trazidas da família para os colegas, todas essas são situações diversas que podem representar muito e ser somadas ao produto final, que é a prova. A prova é uma situação de pressão, que pode gerar a não-aprendizagem, que é diferente de desconhecimento, explica Neide de Aquino Noffs. Segundo ela, aplicar sempre um mesmo tipo de avaliação pode, sim, desestimular o aluno, sobretudo aquele que aprensenta um baixo rendimento, não porque não aprendeu, mas porque se cobra muito na hora da prova, fica nervoso e com medo.

8. Falta de cuidados na hora da leitura


Que a leitura de livros é importante na trajetória escolar de um aluno, todo professor provavelmente concorda. No entanto, apesar de muitos educadores já terem incorporado essa atividade à rotina escolar, ainda a realizam sem alguns cuidados básicos, correndo sérios riscos de desestimular leitores que poderiam chegar longe no encantado universo da literatura. A escola tem um papel importante na formação de um leitor, mas o professor precisa considerar certos preceitos antes de indicar um livro ou fazer a leitura dele em sala, defende Nye Ribeiro, educadora, jornalista e escritora, com mais de 40 obras publicadas.
O primeiro cuidado está na escolha da obra, que não deve se basear apenas no seu caráter utilitário (Ah, esse livro se encaixa no tema que estou trabalhando). Segundo Nye, que é também diretora do departamento editorial da Roda & Cia Editora, o professor tem de observar a qualidade literária, a beleza do texto, a ilustração, o conteúdo e os valores implícitos nas entrelinhas (Será que esse livro tem a ver com o meu projeto de educação, com o ser humano que eu desejo formar?).
Outra preocupação é providenciar um lugar especial para a leitura, com livros bonitos e bem escritos, e definir um horário específico para essa atividade todos os dias. Uma leitura obrigatória ou mal feita, realizada por um professor que nem se deu ao trabalho de abrir aquele livro antes, certamente é capaz de gerar desestímulo nas crianças, que podem acabar se afastando do livro antes mesmo de descobrir o prazer que eles proporcionam, conclui Nye.